Sentada em frente ao ecrã de um dos melhores amigos da tecnologia, o meu dedo clica no rato, e abre uma pasta de fotos, passo cada uma delas, nem muito devagar, nem muito depressa, entretanto existe uma que se “destaca”, naquele momento nem entendi se foi pela positiva ou negativa, sei que faz-me olhar e parar por mais que dez lentos segundos, eu num papel de forte como o sol que iluminava a vida dela, tento me abstrair daquela foto, que provocava vários sentimentos aqui dentro, não ao lado do meu peito mas sim no ponto exacto do meu coração, evitei (mais uma vez) e voltei a clicar no rato tentando esquecer aquele momento onde eu escondia a fragilidade e a saudade que existia. Não sei quanto tempo passou depois, mas sei que nesses dias a seguir eu sentia cada vez mais um aperto no coração, um mau estar presente, naquela altura conformei-me com a ideia de que tu continuavas a existir, mas não para mim nem por mim, sim para os outros. Foram muitas as vezes que eu quis ir aquela pasta de fotografias, para poder olhar e relembrar tudo aquilo que tínhamos vivido mas por medo nunca mais o fiz, porque não queria voltar a sentir aqueles dez segundos que representavam duas miúdas e uma única vida. Eu acreditei que sozinha era mais forte que tudo o resto, e que o meu pior defeito naquela situação seria o melhor amigo, e agora chego á conclusão que eu já não sabia o que era o certo ou o errado, eu apenas perdi-me, não pelo facto de não saber o caminho de volta, mas sim pelo facto de entrar em todos os atalhos, atalhos esse que nunca me levariam de volta á tua vida. Eu fiz-me de forte (mais uma vez) porque eu acreditei que consegui-a ultrapassar os limites dos meus sentimentos, e hoje sei que não consigo, não por não ser forte, mas porque preciso de alguém como tu, tu que fechaste os olhos aos erros que cometemos, ao orgulho que deitaste para trás das costas, e deste metade de ti a nós, de novo. E agora posso dizer que não sou perfeita, mas que admito que diariamente tento o ser, não para me exibir mas para ser um orgulho para ti, eu não escondo os meus sentimentos por ti, aqueles que tu conquistaste com esforço e com garra, e talvez seja isso um dos motivos mais fortes que temos para nunca deixar que isto termine, tudo o que construímos não foi em vão, desde do pequeno pormenor ao maior, tudo valeu e vale a pena, e sinto-me feliz por ter saído de todos os atalhos que criei e ter caminhado com ajuda da lua e do sol no belo caminho que criaste só para mim. E neste momento faço do meu coração um filme nosso, talvez por isso é que tenta escrito com a sinceridade que escrevi, e deixo-te com um enorme brilho nos meus olhos, aqueles que tu cansas de dizer que são belos, e com um sorriso do tamanho do nosso amor, aquele que tu dizes que vale a pena apreciar. Todos os dias, eu lembro-me que temos as nossas mãos juntas e os nossos corações unidos. Amo-te Rita.

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